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Horta estimula profissionalização de jovens da Fase em Santo Ângelo

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Há diversificação de culturas com o cultivo, atualmente, de 600 pés de alface, 200 unidades de repolho e 200 de brócolis - Foto: Marcelo Vaz / Ascom Fase

Conhecido pelo aproveitamento de parte de sua área externa para realização de oficinas profissionalizantes voltadas aos socioeducandos, no que tange ao plantio e colheita de hortifrutigranjeiros, o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Regional de Santo Ângelo segue expandindo as atividades nesse segmento. Ao mesmo tempo em que cresce a produção de orgânicos, para os adolescentes que aprenderam o ofício aumenta a perspectiva de geração de renda quando eles forem desligados da unidade ao término do cumprimento de suas medidas.

Esses jovens produzem alface, rúcula, couve, brócolis, pimentão, tempero verde, mandioca, salsinha, cebolinha, milho, manjericão, beterraba, rabanete e maracujá, que são vendidos para servidores da Fase e para o público externo em um espaço situado em frente à unidade. O dinheiro arrecadado garante a continuidade de projetos culturais e proporciona aos adolescentes que apresentam bom comportamento no sistema a participação em atividades diferenciadas custeadas com o montante.

A horta do Case Santo Ângelo é totalmente autossustentável, sendo abastecida por nove cisternas que armazenam, cada uma, 9 mil litros de água da chuva. Uma das áreas semeadas é coberta, sendo protegida por uma estrutura com plástico filme que filtra os raios UV. A estrutura mede, ao todo, 200 metros quadrados (m²) e conta com capacidade para o plantio de até 2,5 mil mudas de hortaliças. Em outra parte do terreno são cultivados produtos menos sensíveis às adversidades climáticas e que não necessitam da cobertura, como tubérculos.

O diretor do Case Santo Ângelo, Riade Mustafá, explica que a unidade buscou “parcerias com empresas e recursos junto ao Poder Judiciário para melhorar a produção, podendo assim capacitar os internos com algo que é vocação da região: a agricultura”. Ele ressalta que, na safra passada, os jovens colheram em torno de 150 quilos de mandioca e aproximadamente 300 espigas de milho. Na sua expectativa, a produção crescerá ainda mais na próxima colheita. “Além disso, para que se tenha uma ideia de diversificação de culturas, temos hoje plantados 600 pés de alface, 200 de repolho e 200 de brócolis, entre outros”, destaca.

Participam do projeto, em rodízio, todos os adolescentes em Internação com Possibilidade de Atividade Externa (ICPAE) que, atualmente, somam 16 socioeducandos. A atividade é acompanhada pelo chefe de equipe do Case, Ethor Martins da Silva, e conta com a colaboração dos servidores Marcos Azeredo, Diogo Renner, Paulo Mombach, Pedro Rosalvo dos Santos e Augusto Gurka.

Texto: Marcelo Vaz/Ascom Fase
Edição: Vitor Necchi/Secom

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